quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Stanozolol ou Winstrol - Entenda como ele Funciona


Vamos explicar sobre o Stanozolol, mais conhecido também como Winstrol. Ele deve ser usado com bastante cuidado, assim como o Anadrol, essa droga pode causar sérios danos ao sistema hepático se for administrado de maneira errado, se for utilizar, procure fazer com o acompanhamento de um profissional e com exames de sangue rotineiros. Mesmo estando sobre a tutela de um profissional é sempre bom conhecer o que estamos ingerindo e nos informar sobre isso.

No bodybuilding, o Winstrol é usado normalmente em um combo com outros esteroides voltados para a testosterona. Ele próprio é um derivado da própria testosterona. Muitos procuram essa droga pelo aumento de força que ela fornece, sem ganho de peso excessivo e com bom aumento de vasodilatação e sem converter em estrógeno. Ele não causa retenção de líquidos e alguns acreditam que la possa ser diurética.

O Winstrol é uma variante bem interessante da Dihydrotestosterona. Ela é modificadas no anel A (normalmente os esteroides tem 4 anéis), para formar um outro anel chamado de grupo pyrazol. Existe apenas um outro esteroide com uma modificação similar a essa. Winstrol é comumente utilizado em ciclos de “cutting” e tem sido demonstrado através de pesquisas que ela não é útil para ganhos de massa expressivos, se é que acontece algum. As vezes é utilizado como uma forma mais barata de Anvar (oxandrolona). E assim como o Anavar e outras derivações de DHT, não pode ser convertido em estrógeno e é anti-progestênico.


Assim como com o Proviron, outro esteroide oral derivado do DHT, Winstrol pode ser útil em qualquer ciclo (talvez até em ciclos de ganho de massa, apesar de não ser indicado), de maneira a baixar o SHBG (globulina de ligação do hormônio sexual) (2). Uma das maiores propriedades do Winstrol é sua capacidade de baixar o SHBG muito mais do que outros esteroides. Isso pode fazer com que a testosterona, ou outros hormônios que você está tomando, fiquem mais propensos a ficarem “livres” e não ligados e por consequência mais ativos.

Uma boa qualidade muscular é alcançada com a utilização do Winstrol durante um ciclo decente de “cutting”, porém para ciclos de ganho de massa ela pode ser um pouco problemática, já que algumas pessoas geralmente sofrem com dores nas juntas depois do uso prolongado da droga. Stanozolol é um composto alquilado, o que quer dizer que ele foi especificamente alterado para fazer a passagem pelo fígado, sem ser destruído. E como a versão injetável, é simplesmente a versão suspensa do mesmo composto, ela pode também ser ingerida vira oral ao invés de ser ingerida. Entretanto, por ser alquilado, ela pode ser bem tóxica para o fígado, tendo um dos piores índices hepatócitos (mg por mg) de qualquer esteroide.

No que concerne colesterol, ele pode ser bem agressivo tanto para o LDL quanto para o HDL, além de causar problemas com hipertrofia cardíaca. É desnecessário dizer que a maioria dos homens não utilizam o Winstrol por muito tempo em seu ciclo, limitando o uso a no máximo 6 semanas com 50-100mgs por dia (a dose é igual para injetáveis e para o oral). Para as mulheres normalmente o uso é de 10-25mgs por dia, sendo recomendada mais para atletas de competição de bodybuilding e fitness. Para as mulheres também pode ocorrer acne, queda de cabelo e aumento do clitóris.

Por ser uma droga disponível na versão oral e injetável, ambas contém os mesmos compostos, porém, esta parte é um pouco estranha, a versão injetável produz uma maior retenção de nitrogênio. (5) Outro fato estranho do Winstrol é que apesar do nível anabólico dele ser muito alto (ele aumenta bastante a síntese proteica), poucas pessoas conseguem algum ganho de massa com sua utilização. Além disso, tem um receptor androgênico muito baixo, o que é fora do comum para uma droga com os efeitos do Stanozolol.

Uma alternative para o Stanozolol é o Furazabol (Miotolan). Seus efeitos são praticamente idênticos ao do Winstrol, tirando a parte que o Furazbol tem efeitos bem mais agressivos na alteração dos níveis de colesterol.

References:

1. Trop Doct. 2004 Jul;34(3):149-52.

2. J Clin Endocrinol Metab. 1989 Jun;68(6):1195-200

3. JAMA. 1989 Feb 24;261(8):1165-8.

4. J Steroid Biochem Mol Biol. 2005 Jan;93(1):43-8. Epub 2005 Jan 25.

5. Can J Vet Res. 2000 Oct;64(4):246-8.

6. Endocrinology. 1984 Jun;114(6):2100-6.

7. J Am Vet Med Assoc. 
1997 Sep 15;211(6):719-22